Começo
por saudar o regresso de N(G)olito às grandes “performances” a que nos habituou
no início desta época e depois a espaços durante a mesma. Nolito tem, em minha
opinião, paixão a mais por este jogo. Ele põe em cada jogada toda a fogosidade,
toda a vontade, todo o seu ser. E Nolito não sabe jogar de outra forma. É a sua
forma de viver o futebol e ao contrário de muitos, essa sua maneira de jogar
acaba por ser a sua maior pecha. A paixão retira-lhe racionalidade. Mas quando
consegue o equilíbrio entre a paixão e a razão dá aquilo a que assistimos no último
sábado: 2 golos e duas assistências, uma das quais sublime, só ao alcance de
muito poucos. Não é a primeira vez que ele nos brinda com passes magistrais mas
este último foi daquelas assistências que nos faz esquecer o golo ou o torna
apenas numa pequena consequência.
O
Benfica começou o jogo a um ritmo que só no primeiro ano de Jesus no Clube se
encontra paralelo. Fez-nos lembrar aqueles jogos que só nos perguntávamos por
quantos. Os ilhéus viram, de tal maneira, envolvidos naquele turbilhão que não
conseguiam sequer pensar. E até aos vinte minutos, julgo não ter havido
qualquer remate por parte do marítimo. Depois veio o abrandar do ritmo e o marítimo
entrou, finalmente, no jogo com um golo tão “cagadinho” que até mete impressão.
Mas foi bom que tivesse acontecido. A tendência era os jogadores do Benfica
deitarem-se à sombra da bananeira.
Na
segunda parte, o Benfica acabou por fazer a sua obrigação ao marcar mais dois
golos. Já não se viu o Benfica dos primeiros vinte minutos. Acabou por ser uma
boa vitória e manteve o sonho de podermos chegar ao título. Vamos a ver.
Gostei
da Equipa em geral, apesar de Luisão ter deixado fugir a boa forma que mostrou
ao longo da época. Aquela lesão foi má para ele. Garay e Max são aqueles
jogadores que não sabem jogar de outra forma: um com classe e o outro com raça.
Capedevilla acabou por der a surpresa ao aparecer no onze e mostrou porque foi
o defesa esquerdo da selecção campeã da Europa e do Mundo.
No
meio campo a música é outra quando Pablito está presente. Matic não comprometeu
e Bruno César também não. Na frente, Cardozo continua o seu jejum e Saviola foi
dando aqui e ali mostras de que ainda pode fazer muita coisa boa no Benfica.
De
Artur não vale a pena falar. Mais do mesmo. Estamos perante um grande Guarda-Redes.
Rodrigo parece querer voltar aquele tempo em que o golo para ele era uma questão
de tempo.
Vamos
lá rapaziada. Apesar dos corruptos terem ganho, o que era esperado visto estar à
frente do BM aquele treinador que só sabe jogar contra o SLB, pode ser que escorreguem
nos jogos que faltam.
Viva
o Benfica!!!!